O esqui reparte-se pelos sectores Kitanomine e Furano, ligados em altura no mesmo maciço do monte Kitanomine, com vinte e cinco quilómetros de pistas que pendem confortavelmente para o azul e o vermelho. A preparação é meticulosa, velho hábito dos anos de Furano no circuito Taça do Mundo de slalom gigante, e o teleférico desde a base sobe 900 metros de desnível de um só fôlego. Por baixo das pistas, bosques suaves de bétulas e abetos de Sacalina escondem fora-de-pistas discretos que aguentam o pó vários dias após uma tempestade, simplesmente porque vem pouca gente.
A própria vila, a dez minutos de autocarro da base, é o verdadeiro argumento. Destilarias de sake, balcões de soup curry, quintas de melão, rua comercial coberta e um vinho surpreendentemente bom da bacia de Furano compõem uma cultura de après-ski que nada tem a ver com clichés alpinos importados. Famílias e esquiadores intermédios acham Furano mais amável do que Niseko; os experientes descobrem dentro dos limites do domínio bolsas de japow virgem que noutros sítios já estariam pisadas às 9 da manhã. O aeroporto de New Chitose fica a cerca de duas horas e meia pela linha JR Furano-Biei Norokko.