Como escolhemos
Saint-Moritz inventou o turismo de inverno em 1864 e continua a marcar a tendência. O sol da Engadina, o chá da tarde no Badrutt's Palace e as corridas do White Turf no lago gelado tornam fevereiro num postal, e o esqui em Corviglia e Corvatsch é mais sério do que parece. Gstaad no Berner Oberland joga a sobriedade: chalés hotéis, cozinha de quinta alpina, sem discotecas, sem néon. Megève faz a versão francesa do mesmo álbum, a vila que Noémie de Rothschild construiu nos anos 20 como resposta a Saint-Moritz, ideal para casais que querem calçada a pé e Flocons de Sel para jantar. Courchevel 1850 aponta para um luxo mais limpo: mais estrelas Michelin por quilómetro quadrado do que qualquer ponto dos Alpes, transferes em helicóptero desde Genebra e palácios ski-in ski-out como o Cheval Blanc. Do lado americano, Aspen Snowmass cruza quatro montanhas com a cultura concierge do Little Nell, enquanto Zermatt põe simplesmente o Matterhorn atrás da janela do quarto, algo que nenhuma outra estância consegue igualar. Niseko em Hokkaido propõe outro romantismo: manhãs em pó seguidas de banhos onsen privados e jantares kaiseki em ryokan. Cortina d'Ampezzo acrescenta o rosa Dolomitas do pôr do sol e os hotéis spa do Faloria num cenário UNESCO, e Lech-Zürs no Arlberg une esqui do melhor nível a vilas gasthof intimistas. Escolhe pela vista, pela mesa ou pela calma, e a estância certa escreve o resto da viagem.